Logo tracuateua.net
Untitled Document
Cultura

Assim como muitas cidades do interior do Brasil, Tracuateua também tem uma cultura muito diversificada.

Durante todo o ano ocorrem manifestações culturais e religiosas. As suas festas, tradições, estórias, crendices e brincadeiras fazem parte do cotidiano de seu alegre povo.

A seguir são dispostos os principais elementos desse rica cultura.

Festividade de São Benedito e São Sebastião (Marujada)

Tracuateua é uma das poucas cidades da região bragantina que realiza a marujada e a festividade para dois Santos, São Benedito e São Sebastião. A festividade acontece no mês de janeiro, nos dias 19, 20 e 21.

Como são dois Santos homenageados, no dia 19, que é dia de São Benedito, as marujas e marujos se vestem todos de vermelho e branco. No dia 20, dia de São Sebastião, as roupas são em azul e branco.

Já no dia 21, dia do encerramento, os marujos e marujas são livres para usarem as roupas nas cores que desejarem, fazendo assim, uma combinação de cores no barracão da Associação da Marujada.
 
Cavalhada

Ainda durante a Festividade de São Benedito e São Sebastião, é feita a disputa entre cavaleiros, ou Cavalhada.

Nesse evento, vários moradores do interior da cidade se reúnem em disputas sobre cavalos que lembram as disputas medievais.

A mais famosa destas é a disputa das argolas, onde os cavaleiros devem atingir com suas lanças o centro de pequeninas argolas penduradas.

Festival Folclórico

Uma das atrações mais procuradas em Tracuateua é sem dúvida o seu Festival Folclórico.

Famosa pelas belas quadrilhas que se apresentam durante todo o mês de junho tanto na cidade quanto em outros municípios do estado, Tracuateua reúne em três dias, tudo o que de melhor tem nesse aspécto.

Além da disputa de quadrilhas, são feitas também apresentações de bois bumbás, pássaros, venda de comidas típicas e shows com bandas da região.

Hoje Tracuateua orgulha-se de possuir duas das melhores quadrilhas do país: a Explosão Jovem e a Simpatia Junina. Ambas fazem disputas acirradas ano a ano no Festival Folclórico e sempre são convidadas a participarem de outros festivais em municípios do estado do Pará e de outros estados do Brasil.
Serra Velha

Na época da Semana Santa, uma brincadeira muito tradicional da cidade e que já foi até alvo de polícia, é realizada durante as madrugadas. Trata-se da Serra Velha, ou Serra Velho, e tem o objetivo de "agourar" o velhos da cidade, principalmente aqueles mais rabugentos e que não aceitam a brincadeira.

Durante a serração, vários jovens se reúnem e saem pela madrugada munidos de serrotes, latas, gatos, pedaços de pau e outros artefatos que produzam bastante barulho. Ao chegar na casa em que vai ser feita a serração, um dos integrantes do grupo começa a chamar o velho(a) que vai ser a vítima até que este responda (alguns não respondem por já saberem da brincadeira), quando então é dito que o dia deste chegou e em seguida é anunciada a serração: "E corre a Serra Velha!". Daí pra frente é um serrar de lata, miado de gato, batida de pau e muito choro, já que a intenção é simular o falecimento do velho(a). Depois de tudo isso, dá-se uma pausa para a leitura do testamento e a divisão dos bens. Ao final da Serra, uma pequena sepultura é preparada e deixada na frente da Casa.

A Serra Velha na maioria das vezes não é aceita pelas vítimas (esta é a graça da brincadeira) que muitas vezes reajem à brincadeira com algum tipo de ataque aos brincantes, como por exemplo: pauladas, penicos de urina, água quente, etc. No entanto, há aqueles que não vêem problema na brincadeira e até a acompanham.

O Pasquim

Um pequeno panfleto ou jornalzinho que constuma circular todos os anos na cidade e que já virou um certo tipo de tradição, é sempre esperado por todos e às vezes odiado por muitos. Trata-se do Pasquim, um texto repleto de denúncias, fofocas e piadas que resume todos os acontecimentos e boatos ocorridos durante o ano que passou. Quando chega a época de sua circulação, muita gente fica apreensiva com receio de ter o seu nome no jornal (pois com certeza não virá falando bem).

Até hoje não se sabe ao certo quem escreve e distribui o Pasquim, mas a comunidade tem suas desconfianças e afirma que é alguem que se interessa muito pela vida alheia.

Tracuateua-PA, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 (Dia da Criação do IBAMA (1989))